
REUNIÃO NA SECRETARIA DE ESTADO!
Após quatro meses do envio de solicitações de reunião ao Secretário de Estado de Transportes, com a finalidade de sermos parte integrante numa solução que tivesse em conta os interesses dos Trabalhadores do Metropolitano, fomos recebidos no passado dia 21do corrente mês, dia de Carnaval (foi de propósito).
Confirmámos desde logo, a arrogância, a prepotência e a falta de respeito que este senhor nutre pelas organizações representativas dos trabalhadores e por seu intermédio pelos Trabalhadores das empresas do sector empresarial do estado no geral e em particular pelos do Metro, ao conduzir a reunião como se de uma conferência de imprensa se tratasse, talvez por este ser um domínio onde, como todos sabemos, se sente á vontade.
Afirmou e reafirmou a disponibilidade do governo para o diálogo, mas foi logo adiantando que quem impõe os pressupostos da discussão, são os mesmos que já pré definiram o que pretendem fazer com estas empresas, vale então a pena perguntar que tipo de diálogo, ou de negociação será esta? De surdos, provavelmente…
Após analisarmos o que a comunicação social tem evidenciado, com muitas imprecisões e inverdades, com as quais o Secretário de Estado afirmou não estar de acordo, ignorando que os jornalistas afirmam que a fonte de informação é governamental, ao desafio por nós feito de que então as desmentisse, não nos surpreendeu com a resposta, ao afirmar que não poderia andar atrás de desmentidos, pois a execução de medidas concretas eram a sua prioridade.
Por fim, quase que em nota de rodapé, lá foi repetindo o que todos nós já ouvimos em programas televisivos, ou nas extensas entrevistas que costuma dar, ou seja, a fusão operacional do Metro com a Carris é uma certeza, e a passagem das infra-estruturas para a REFER segundo ele, outra.
Iludiu o esclarecimento sobre a possibilidade de despedimentos no nosso sector, referindo que sobre esta matéria o governo já disponibilizou verbas para rescisões amigáveis, e mais não disse…
Em síntese saímos da reunião como entrámos, com um vazio de esclarecimentos concretos, mas com uma convicção, a de que se não lutarmos pela manutenção da nossa contratação colectiva perdemos todos os direitos nela consignados.
EM DEFESA DA DIGNIDADE DOS TRABALHADORES, A LUTA É SEM DÚVIDA O CAMINHO E É NESSE SENTIDO, QUE TODOS DEVEMOS PARTICIPAR NA GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO.





